E nunca mais voltar!...
Um anúncio no jornal...
Um número de telefone...
Achados e perdidos...
Perdidos e achados...
Perdidos e perdidos...
Na delegacia, uma ficha.
Nas estatísticas, um número.
Nas pessoas, a perplexidade!
E se alguém me achasse?
E se eu soubesse?
E se me dissessem onde encontrar o desaparecido
Que nunca apareceu?...
Colocaria já um anúncio no jornal:
Procura-se! Procura-se!
Procura-se o desaparecido
Que também é o Iluminado
Que nada iluminou...
Que é a morte insepulta,
Que é o grito da Lua,
Que é o fundo das ruas
De telas antigas
E das estradas poeirentas
Dos velhos filmes de “cowboy”!...
Como eu queria sair para comprar cigarros
E nunca mais voltar...
Mas - Meu Deus... - eu nem fumo!