Algo me falta.
Algo que deveria me preencher,
dar cor, emoção e alegria à minha vida.
A falta não está no ar,
nem no momento,
nem no sentir.
Ela está em mim.
E neste vazio imenso
que habita dentro de mim.
Vejo o ar continuar,
e eu fico.
Fico presa ao mesmo movimento,
o movimento da solidão,
da minha solidão.
Aquela que se enrolou em mim
desde a minha primeira respiração.
Aquela que permanece ao meu lado,
junto à minha alma
e a todo o meu ser.