“Eis que Caim caminhou na noite, e sua sombra era mais vasta que o templo dos homens. Pois os mortais clamavam por cruzes e promessas, mas apenas o Sangue lhes respondia.
O Cristo pregado em madeira fala de submissão, de joelhos dobrados e de esperança vazia. Mas Caim, marcado pela eternidade, ergueu-se contra o jugo e fez-se senhor da própria dor.
Não buscou perdão, pois não havia culpa, não buscou redenção, pois não havia queda. O que os homens chamam pecado, Caim chamou destino.
E assim, enquanto igrejas se erguem em pó e ouro, o Filho da Noite caminha eterno, lembrando aos que bebem do cálice escuro que não há salvação, apenas poder.”