Karine Soares

À Deriva

A chuva molhava meu rosto,
cansado e triste.

Vagava sem rumo,
sem esperança.

Entreguei meu coração a ela
e ela nem ao menos sabia meu nome.

Sou como um barco à deriva,
um exilado,
um louco, desvairado.

Ensinaram-me muitas coisas na vida,
mas não me ensinaram que amar
é matar o próprio coração
um pouquinho,
todos os dias.