Esforço-me tanto em ser trovador,
o máximo que alcanço é observar.
Com encanto aceito o pequeno desastre:
entre o desejo, invejo a arte.
Destalentado, disfarço poucos versos;
desastrosos, escorrem fora do leito.
Tentativas em vão viram textos
vazios de contos sem direito.
Como queria trovar.
Desisto, no entanto, e lamento:
falta-me o talento de provar.
Talvez, se tentasse linhas curtas
em vez de versos largos demais,
apanhasse, enfim, as manhas.
Imagno Velar