Prazer, me chamo Movimento
Inquieta-me ficar parada:
o corpo exige acompanhar os pensamentos,
pensamentos que voam livres,
livres como o vento.
O movimento me liberta
para viver o que grita o coração.
O outro precisa de uma mão que ajude,
e eu estou pronta — não me impeça, não.
Sempre achei difícil
viver sem me movimentar,
pois meu propósito habita
onde o SER está.
Nunca entendi o movimento;
apenas sentia que não sabia parar.
Sentir-me viva
é estender a mão
e perceber que alguém me toca.
Toca porque precisa,
ou porque quem precisa sou eu.
Esse é o movimento da existência:
sentir-se presente
para alegrar
ou ser alegrado.
O que não faz sentido para mim
é parar — sem motivo, sem sentido.
Porque o que me move
é sentir, viver
e fazer a diferença.