Naquele jardim de tulipas e rosas vermelhas
Correm sulcos repletos de sonhos e desejos
E são tão doces e reais como o mel das abelhas
Pulsando livres levando a vida como faz o Tejo
E quando um sopro frio súbito de inverno encobre
O mundo interno do jardim aquele fluxo cessa
Não seguem os sonhos se vai a vontade da nobre
Arte de viver caem as pétalas e nada há que impeça
Mas havia uma promessa...
No solo fértil desse jardim de tulipas e rosas
Somos a real fonte a força que impele os rios
A levar os nutrientes e fazer pulsar essa curiosa
Máquina que insiste sempre mesmo que por um fio
Em acreditar nesse jardim não importa o que aconteça
Deus abençoe o jardim de rosas e tulipas que bate em cada um
Carlos Correa