Ema Machado

Imersão...

Observo...

Na finitude que é esta vida 

Deslisamos pelas horas, como ponteiros de um relógio analógico 

A repetir o mesmo trajeto sem ver, sem propósito 

Autômatos estranhos...

Há caminhos traçados, há sim, sonhos e planos 

Há caminhos desviados, há quem atravesse o rio a nado, e quem nele se afoga 

Por falta de fôlego, por desencanto 

 

Não há quem seja igual, porém somos semelhantes...

Se assim o é, o propósito disso é fazermos a diferença, como a água 

É chuva, é rio, oceano... Cada forma tem seu propósito, abastecer a vida, sua função e plano...