victoremmanuel

Poema para a minha criança

Criança que corria no quintal de minha casa,
Que brincava com o cachorro da rua,
Sonhavas sempre em dançar uma linda valsa
E andavas por aí com a cabeça na lua.

 

Não eras apenas fofa e singela,
Eras graciosidade talhada em plumas,
Ingenuidade moldada pelas mãos de Deus,
Que iluminou e traçou os caminhos meus.

 

Criança… por que partiste em tão tenra idade?
Sinto tua ausência no turbilhão da cidade;
Recordo quando imitavas barulho de carro.

 

Menino, partiste tão magrinho… em silêncio.
Quisera encontrar-te ao menos nos sonhos, inteiro,
Para, quem sabe, dar-te um último cheiro.