Criança que corria no quintal de minha casa,
Que brincava com o cachorro da rua,
Sonhavas sempre em dançar uma linda valsa,
E andavas por aí quase seminua.
Não eras apenas fofa e singela,
Eras de uma graciosidade talhada em penas,
Ingenuidade esculpida pelas mãos de Deus,
Que iluminou e traçou os caminhos meus.
Criança… por que me deixaste em tão tenra idade?
Sinto tua saudade no turbilhão da cidade,
Pois lembro de quando fazias barulho de carro.
Menino, partiste tão magrinho e triste, sem dizer adeus.
Queria te achar ao menos uma vez em meus sonhos, inteiro,
Para, quem sabe, te dar somente um último cheiro.