Existe uma menina em mim,
que ri leve, que sonha sem fim.
Brinca com o vento, dança com a lua,
guarda nas mãos a infância nua.
Mas há também uma mulher desperta,
de olhar firme, alma aberta.
Traz na voz o peso da estrada,
na pele, a força conquistada.
A menina sonha, a mulher constrói,
uma guarda a flor, a outra o aço que dói.
Juntas tecem o fio da memória,
bordando na vida a própria história.
A menina recorda raiz que sustenta,
a mulher avança coragem que enfrenta.
Uma é o riso, a outra o chão,
ambas se encontram no mesmo coração.
Entre o ontem e o agora, caminham unidas,
na lembrança, nas lutas, nas vidas vividas.
Ser menina é lembrar, ser mulher é lutar,
e entre ambas, o ser aprende a se reinventar.
Pois resistir é isso: sonhar e agir,
guardar o passado e seguir a florir.
Sou menina e mulher, sou canto e razão,
memória e futuro na mesma canção.