Olhamos o fogo com curiosidade,
as plantas em sua diversidade,
as pedras como marca de nossa estadia,
as cordas — ferramentas quase divinas.
A luta incessante pelo pão de cada dia,
a semente do medo de repartir o que temos.
Erguemos muros para que os desiguais
não nos guiem como bússolas de mero confete.
Paisagens em quadros eletrônicos nos aprisionam
com seus tentáculos invisíveis;
fazem dos homens meros espectadores do heroísmo.
E perdemos a coragem,
por não lerem as letras miúdas,
por mísera futilidade.