Diego be sar

Coragem

 

Olhamos o fogo com curiosidade,

 as plantas em sua diversidade,

 as pedras como marca de nossa estadia,

 as cordas — ferramentas quase divinas.

A luta incessante pelo pão de cada dia,

 a semente do medo de repartir o que temos.

 Erguemos muros para que os desiguais

 não nos guiem como bússolas de mero confete.

Paisagens em quadros eletrônicos nos aprisionam

 com seus tentáculos invisíveis;

 fazem dos homens meros espectadores do heroísmo.

 E perdemos a coragem,

 por não lerem as letras miúdas,

 por mísera futilidade.