Daqui de cima observo
a profundidade e a escuridão.
O eco da minha voz
já não me pertence
as palavras proferida
voltam como uma tormenta
me causando dor
Um passo a mais
e atravesso a linha
que não é de chegada
nem de partida
O odor que não me pertence,
enquanto me atravessa,
me desperta.
Nessa oscilação do existir
ou desistir
persisto e insisto
enquanto sobretudo
sobrevivo
dentro do precipício