Amanda Oliveira

PrecipĂ­cio

Daqui de cima observo 

a profundidade e a escuridão.

O eco da minha voz 

já não me pertence

as palavras proferida 

voltam como uma tormenta 

me causando dor

 

Um passo a mais

e atravesso a linha 

que não é de chegada 

nem de partida

O odor que não me pertence,

enquanto me atravessa,

me desperta.

 

Nessa oscilação do existir 

ou desistir

persisto e insisto

enquanto sobretudo 

sobrevivo

dentro do precipício