Confundindo liberdade com libertinagem
Contagem da vida passa despercebida
Soluços, propulsores da engrenagem humana
Soberana a empáfia dos que dominam
Sentença do homem obscuro
Transformando as vias em um campo inseguro
O sagrado tornou-se dúvida num ato profano
O que é verdade, o que é mentira?
Outrora milagres agora genealogia
Quem antes sofria agora perverte se
Não há mais pecado, a morte da consciência
Sobrevivência dos que vivencia a violência
Transgressão da inocência assassinato da inteligência
Respirar é um tormento, sofrimento dos que amam
Um país emergente, filhos de pais inconsequentes
A paz um sonho a infância o requerente
Esperançar parece suicídio na vida dos que crêem
Mas vivem em um mundo caótico e decadente
A criança chora nos braços da mãe que grita
Serpente não traz medo
Segredo revelado, soldado deposto
Desgosto pulsante
Fortaleza, fraqueza na tristeza sofre o luto
No viaduto o corpo alvejado clama vingança
Não há mais esperança apenas a vida no decorrer do tempo!
Mônica Geovani
12/08/2025