STAEL. JUANY

ABORTO E A PENA DE MORTE

 Meninas não podem ser mães porque a gravidez na adolescência traz riscos graves à saúde física, emocional e social, além de comprometer educação e futuro profissional. Estudos mostram que a maternidade precoce aumenta mortalidade materna e infantil, perpetua ciclos de pobreza e exclusão...

O texto citado tenta associar aborto e controle de natalidade a conspirações espirituais ou religiosas, mas ignora dados concretos da realidade. A gravidez na adolescência é um problema de saúde pública, não uma questão de “aliança com a morte”.

Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), adolescentes entre 12 e 18 anos estão em fase de desenvolvimento físico e psicológico. A gestação nesse período expõe meninas a riscos como anemia, hipertensão, parto prematuro e maior mortalidade materna e neonatal. Além disso, compromete o acesso à educação, já que muitas jovens abandonam a escola após engravidar Portal UNIFESO de Revistas Eletrônicas.

Pesquisas médicas e sociais confirmam:

Meninas não têm maturidade biológica nem emocional para a maternidade. O corpo ainda está em formação, aumentando complicações obstétricas.

Impacto educacional: adolescentes grávidas têm maior evasão escolar, o que reduz oportunidades de emprego e perpetua desigualdade.

Ciclo de pobreza: a maternidade precoce está ligada a dificuldades financeiras e dependência de terceiros.

Saúde mental: jovens mães apresentam maior risco de depressão pós-parto e estresse.

Enquanto o texto original usa passagens bíblicas para condenar o aborto, é importante lembrar que políticas públicas devem se basear em ciência e direitos humanos, não em interpretações religiosas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que prevenir a gravidez precoce é essencial para garantir igualdade de gênero e desenvolvimento sustentável.

O exemplo citado de “camisinhas como crime contra a juventude” é uma distorção. Educação sexual e acesso a métodos contraceptivos são comprovadamente eficazes para reduzir gravidez indesejada e infecções sexualmente transmissíveis. Negar isso é perpetuar riscos e injustiças.

Portanto, ao contrário do que o texto sugere, permitir que meninas sejam mães não é sinal de evolução espiritual, mas de negligência social. A verdadeira justiça está em garantir que adolescentes tenham direito à educação, saúde e liberdade para decidir seu futuro — sem serem forçadas a assumir responsabilidades que biologicamente e socialmente não podem sustentar.

Conclusão
Meninas não podem ser mães porque isso compromete sua saúde, sua vida escolar e seu futuro. O discurso que romantiza a maternidade precoce ou demoniza o aborto não passa de retórica para manipular consciências e manter estruturas de poder, sem considerar evidências científicas e sociais.

Manifesto pela Proteção das Meninas
Não é espiritualidade, é realidade.  
A gravidez precoce não é sinal de evolução, mas de negligência social. Meninas não podem ser mães porque isso compromete sua saúde, sua educação e seu futuro.

Saúde em risco: Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), adolescentes grávidas têm maior risco de complicações como hipertensão, anemia, parto prematuro e mortalidade materna e neonatal.

Educação interrompida: Pesquisas brasileiras mostram que a gravidez na adolescência é uma das principais causas de evasão escolar, limitando oportunidades de trabalho e perpetuando ciclos de pobreza.

Impacto social: Estudos apontam que jovens mães enfrentam maior vulnerabilidade econômica e dependência, o que compromete não apenas suas vidas, mas também a de seus filhos.

Saúde mental: A maternidade precoce aumenta o risco de depressão pós-parto e estresse psicológico, em uma fase da vida em que ainda não há maturidade emocional para lidar com tais responsabilidades.

Enquanto discursos religiosos tentam transformar o aborto em “aliança com a morte”, a verdade é que negar educação sexual e acesso a métodos contraceptivos é que mata. A ciência mostra que políticas de prevenção — como informação, acesso a saúde e autonomia reprodutiva — reduzem drasticamente casos de gravidez indesejada e infecções sexualmente transmissíveis.

Conclusão
Meninas não podem ser mães porque isso não é justo, não é saudável e não é humano. O verdadeiro crime contra a juventude é negar-lhes educação, liberdade e futuro. O discurso que romantiza a maternidade precoce ou demoniza o aborto não passa de manipulação para manter poder e arrecadar dinheiro, sem considerar evidências científicas e sociais.