Paulo R. Silveira

vinte e dois de agosto de dois mil e vinte e três.

eu tenho uma ferida que insiste em voltar

disfarça, cicatriza, mas sabe sangrar

nos pulsos, linhas que escrevi em uma fase

hoje, essas linhas eu curo com palavras e não com gaze.

 

vinte e dois de agosto

perdi, ganhei ou gerei

desgosto? saudade do seu rosto.

 

naquela quinta-feira, eu juro que não imaginei

que seria a última vez que...

desculpa, eu congelei

 

mas tá tudo bem, 

continua sendo confuso, mas eu lembro da sua alma sensata,

a qual me faz diariamente um líricopata.