eu tenho uma ferida que insiste em voltar
disfarça, cicatriza, mas sabe sangrar
nos pulsos, linhas que escrevi em uma fase
hoje, essas linhas eu curo com palavras e não com gaze.
vinte e dois de agosto
perdi, ganhei ou gerei
desgosto? saudade do seu rosto.
naquela quinta-feira, eu juro que não imaginei
que seria a última vez que...
desculpa, eu congelei
mas tá tudo bem,
continua sendo confuso, mas eu lembro da sua alma sensata,
a qual me faz diariamente um líricopata.