Amanda Oliveira

cotidiano raso

ao retirar os sapatos, o alívio. 

a potência da circulação sanguínea,

em minhas veias, o frenesi, 

de quê, não sei.

 

em uma caixinha preto e branco,

no fundo do armário,  

pego o papel branco e leio:

liberdade. 

sem cor. 

 

na presença dele, 

vivo no fantástico mundo de Oz,

ora p&b, ora colorido.

assim, chego ao meu destino,

a sala de estar, 

sento, penso, 

logo não existo.

 

sou uma bailarina,

mas não sei performar o lago dos cisnes.

vivo em constante rotação, 

naquela caixinha.

 

o planeta é gigante, 

mas eu, conheço apenas 

o mapa-múndi.