ao retirar os sapatos, o alívio.
a potência da circulação sanguínea,
em minhas veias, o frenesi,
de quê, não sei.
em uma caixinha preto e branco,
no fundo do armário,
pego o papel branco e leio:
liberdade.
sem cor.
na presença dele,
vivo no fantástico mundo de Oz,
ora p&b, ora colorido.
assim, chego ao meu destino,
a sala de estar,
sento, penso,
logo não existo.
sou uma bailarina,
mas não sei performar o lago dos cisnes.
vivo em constante rotação,
naquela caixinha.
o planeta é gigante,
mas eu, conheço apenas
o mapa-múndi.