Perdido no dourado pôr do sol,
A natureza me confunde como em espirais.
A falsa sensação de segurança
Me faz querer gritar
Até o ar de meus pulmões acabarem.
Os resquícios de tua voz ainda me guiam
Até a saudade constante que me acolhe,
Como o sol que da lugar a lua.
Meus olhos ainda marejados ao ouvir teu nome,
Me relembram do conforto do teu abraço
Que, mesmo distante,
Ainda confortava o mais fundo corte.
Mesmo quando a brisa suave encontrar-me,
A natureza irá mostrar-me,
Que tu nunca fostes um sonho passageiro;
Mas aquele que conforta mesmo quando não percebe,
Aquele que ilumina mesmo quando não quer,
Aquele que dilata minhas pupilas facilmente.
E agora,
A cada estrela cadente vista de céu entre árvores,
Um desejo de teu amor voltar,
Como a chuva em um dia nublado.