Marina,
teu nome não anda —
ele flui.
Há pessoas que chegam como passos,
outras como vento.
Tu chegaste como mar:
sem pedir espaço,
mudando tudo.
Em teus silêncios
há mais verdade
do que em mil promessas gritadas.
Teus olhos não procuram —
eles reconhecem.
Se o mundo pesa,
teus gestos aliviam.
Se a noite insiste,
teu riso amanhece.
Não és abrigo por fraqueza,
mas por escolha.
Não és calma por ausência de tempestade,
mas porque aprendeste a atravessá-la.
Marina
há nomes que se escrevem,
o teu se sente.
E se um dia o tempo tentar te apagar,
que saiba:
o que nasce no fundo
não se perde na superfície.