Magnaldo Barbosa

Para Marina

Marina,

teu nome não anda —

ele flui.

Há pessoas que chegam como passos,

outras como vento.

Tu chegaste como mar:

sem pedir espaço,

mudando tudo.

Em teus silêncios

há mais verdade

do que em mil promessas gritadas.

Teus olhos não procuram —

eles reconhecem.

Se o mundo pesa,

teus gestos aliviam.

Se a noite insiste,

teu riso amanhece.

Não és abrigo por fraqueza,

mas por escolha.

Não és calma por ausência de tempestade,

mas porque aprendeste a atravessá-la.

Marina

há nomes que se escrevem,

o teu se sente.

E se um dia o tempo tentar te apagar,

que saiba:

o que nasce no fundo

não se perde na superfície.