Mayck

Parte II — Onde Ainda Te Procuro

Eu volto,
mas já não sou o mesmo.

O tempo me atravessou
com seus dias apressados,
suas perdas silenciosas,
seus aprendizados forçados.

Aprendi a sorrir em público
e a doer em silêncio.
Aprendi a fingir que segui,
mesmo tropeçando em você
em cada lembrança.

Disseram que o tempo cura.
Mentira.
Ele só ensina
onde dói menos tocar.

Você virou ausência presente,
nome que não chamo,
mas escuto.
Rosto que não vejo,
mas reconheço
em qualquer rua vazia.

Às vezes penso
que você também olha pra trás.
Não pra mim,
mas pra quem você era
quando a gente ainda era
possibilidade.

Eu sigo vivendo.
Não por ter esquecido,
mas porque ficar parado
também cansa.

Guardei você
num lugar seguro.
Não pra fugir,
mas pra não perder.

E se um dia o destino cansar
de brincar com a gente,
se o passado deixar
de ser peso
e virar ponte,
talvez eu não precise voltar.

Talvez você venha.

Até lá,
eu sigo aqui.
Vivendo.
Sentindo.
E, em silêncio,
te esperando
sem pedir nada.

Eu volto,
mas já não sou o mesmo.

O tempo me atravessou
com seus dias apressados,
suas perdas silenciosas,
seus aprendizados forçados.

Aprendi a sorrir em público
e a doer em silêncio.
Aprendi a fingir que segui,
mesmo tropeçando em você
em cada lembrança.

Disseram que o tempo cura.
Mentira.
Ele só ensina
onde dói menos tocar.

Você virou ausência presente,
nome que não chamo,
mas escuto.
Rosto que não vejo,
mas reconheço
em qualquer rua vazia.

Às vezes penso
que você também olha pra trás.
Não pra mim,
mas pra quem você era
quando a gente ainda era
possibilidade.

Eu sigo vivendo.
Não por ter esquecido,
mas porque ficar parado
também cansa.

Guardei você
num lugar seguro.
Não pra fugir,
mas pra não perder.

E se um dia o destino cansar
de brincar com a gente,
se o passado deixar
de ser peso
e virar ponte,
talvez eu não precise voltar.

Talvez você venha.

Até lá,
eu sigo aqui.
Vivendo.
Sentindo.
E, em silêncio,
te esperando
sem pedir nada.