Busco pertencer, antes de qualquer coisa ou alguém, a mim. Quando criança, sonhava o tempo todo era sonhadora. Tinha vergonha.
Na inutilidade de sonhos não realizados guardo a fotografia de família, sonhos que percebi, não serem meus. É como um ato de tradição, um passa para o outro quando não consegue realizado. A carga de uma estrada de memórias, com curvas que na qual derrapo. Ainda há vergonha, sonhos, memórias, tentativas infinitas. E de tanto tentar, só sei ser eu.