O verão chega sem pedir licença,
abre as janelas do corpo
e aquece até o que estava fechado
há tempo demais.
O calor cansa, mas também revela:
o que ainda dói transpira,
o que pesa aprende a respirar
mais devagar.
Entre tardes longas e luz parada,
descubro que existir também pode ser isso: ficar ao sol sem pressa,
deixar que o calor me ensine a continuar.