Tictaqueando
pondo as horas a rodar.
Sempre vagueando
Com as mãos em seu lugar.
O calor está presente?
Lubrifica sua mente?
Como posso a-pro-vei-tar?!
A ansiedade bate à porta:
— toc, toc
E o medo só assola.
— quando vamos ir embora?
Tingindo tudo a preto
E fazendo rabiscões.
São armas de desejo
E de grandes emoções.
O folhear de tantas páginas,
Cansa o viver.
Que gigante hipocrisia
— cadê o G.V?
Quantas letras te prendiam.
E as horas perpetuam o lugar.
— já deu 18:30?