É sobre ser reconhecida
Como aquela que escreve a vida
Que transmite tudo e ao mesmo
Não transmite nada
Para eu perceber
Que aquilo que eu escrevo
Vai além de palavras
Vai além da vontade inalcançável de alcançar novos territórios
De abranger novos sentimentos
De acolher todos os que já viveram
Situações minuciosamente parecidas
Com as minhas
É sobre reconhecer
Que não existe nada melhor do que aquilo
Que possamos evoluir
É sobre ver
Que não precisa fazer sentido
Para ser real
Apenas precisa ser sentido
Para se fazer entendido
E eu imagino que o que eu escrevo
Não tem menção
Não tem forçação
Apenas tem uma alma
Imaculada
Que transforma sua solidão
Em compaixão
Por compreender
Que outras almas
Estão passando pelas mesmas
Farpas.