Quero ser algo que não sei como alcançar.
É como uma brisa desviada,
Ou como um espelho sem reflexo
Sem corpo, sem propósito.
Essa chama é o que me move:
A vontade de preencher um vazio que, há pouco, eu não sabia que existia.
É a luz que reside no fim da vida,
Mas não sei como se sustenta,
Nem como se cria.
Preciso de um sentido,
Um que se perdeu antes de eu perceber que vivia.
E, apesar dessa alegria —
Essa que me pôs de pé quando eu sabia que cairia
Ao meu propósito eu devo o reflexo de algo sem luz e sem cor;
Que enquanto eu olhava para o lógico,
Nunca seria capaz de ver o óbvio.