Ao prender teu olhar no lume brando
Da vela fina, onde a sombra nos enlaça,
Desfaço, com um sopro, o nó nefando
Da alça leve que o teu ombro abraça.
Eis que desfolhas as febris elegâncias
Que aos pés se curvam, despindo a altivez,
E o meu desejo, vencendo as distâncias,
Peregrina, devoto, em tua nudez.
Vou navegar teus montes com vertigem,
Subir teu rio em ondas de prazer;
E, içando o mastro em rota de origem,
Sulcar as águas do teu doce ser.