Ediberto S. Silva

Ela chega

A dor chega, Chega sem avisar, nos transborda, nos atinge no meio, ao ponto, de nos fazer duvidar daquilo que já não tínhamos certeza. Não é como o trem, que o maquinista toca a buzina para avisar, não, definitivamente não.  A dor chega, Chega como um ladrão, que esperou o dono da casa dormir para assalta-lo. E subitamente o peito se enche, os olhos começam a vazar e o choro que não é mais tão suportável chega, como o sol das das sete horas da manhã, não, agora parece o sol do meio dia, a força que essas lagrimas tem lutando com a vontade, é quase como a força do mar em dia de tempestade e tudo se rompe a tempestade é forte demais, mas assim como o tempo que passa, a tempestade também chegará ao fim, e então um novo dia surgirá.