O professor caminha além dos muros,
leva suas marcas nos gestos contidos,
na palavra que acende perguntas
e no silêncio que ensina a pensar.
Não entrega apenas saberes prontos,
semeia inquietações,
convoca o olhar crítico,
forma mãos que aprendem a agir no mundo.
No limiar da sala, um acolhimento,
no quadro, um caminho possível;
cada método, cada incentivo
tece laços de pertencimento e confiança.
Quando o aluno se sabe visto,
a aprendizagem cria raízes,
cresce no chão da segurança
e floresce no desejo de compreender.
A formação docente, então, sustenta o voo:
permite ler contextos, escutar histórias,
intervir com sentido
no tempo e na vida de cada estudante.
Educar é mais que transmitir conteúdos:
é partilhar valores,
construir cidadania
e formar consciências em movimento.
Por isso, urge reinventar a prática,
acompanhar as mudanças do tempo,
para que a educação emancipe,
ultrapasse cercas e portões e prepare futuros.