Quando o brilho dos dias
Não te trazem o conforto,
Quando a força destrutiva
Da vida, não te dá descanso
Nada em absoluto te afeta,
Ou te impulsiona a continuar
As ruas batem pesado
Com mãos de ferro forjado
No ódio dessas cidades
Indiferentes aos peitos que sangram,
Deus parece ter esquecido
De seus filhos,
Humanos
Quais deveriam ser irmãos
Te direcionam ódio,
Te fecham as portas de suas casas,
De suas almas,
De suas vidas.
Te acusam, te julgam,
Te esvaziam, te reificam e te matam
Não de uma vez,
Mas sim aos poucos, silenciosamente.
Nesse momento
A alma já não sente,
O corpo já não se importa,
Em se lançar à jaula dos leões,
Para por fim a este martírio,
As garras e dentes que te rasgam a carne,
Não causam mais dor
Que esses dias de caos,
Que essa gente doente
Atrás das suas máscaras de mocinhos
A se deliciar com teu fim.
30 novo 2025.