Sentir-me tocado por ti,
Conversas com meu corpo,
Alinhas os meus pensamentos,
E todos os fluidos de substância,
Devoras com sua energia e graça.
São seus olhos a mirar-me,
Feitos do mel das abelhas!
O inebriante céu a abrir-se,
Sobre o volume de suas madeixas.
Ah, tudo que existe,
Vibra constantemente,
É o universo a entoar,
Expressivamente os cânticos tântricos.
Um mistério milenar,
A beleza que vem das rosas!
A perfumar-te intensamente,
Enquanto eu tento conhecer-me.
A perfeição de suas mãos,
Com seus dedos que vão deslizando.
A consagração do sagrado vivo,
Onde a razão até mesmo desconhece.
O mergulhar no mar do tempo!
Por fim, do que isso levar-me-á.
Sua ternura, misturado ao sorriso,
Quando quero os teus segredos,
Então, vir, num cavalheirismo, a salvaguardar.
Os óleos da poesia eterna,
Que contigo irei conectar-me,
Revelação de um despertar impressa,
Onde a iluminação passarás a dar-me.
E tua face resplandecente de anjo,
Destrancando portais, deixando-me declamar-te.
Poema n.3.276/ n.147 de 2025.