Lucien Vieira

MARAVILHAMENTO

Havia na natureza uma marca de cupim...

Tomara ele como arte.

Ascendia ali as viagens de uma criança

que crescia, crescia...

por toda parte.

 

O maravilhamento que lhe permitia o espaço —

que já não era mais onde vivia —

consentia-lhe enxergar, nas diversas geometrias:

biografias,

formas,

alegorias.

 

Assim, em tudo há um sentido manifestado,

que, no pensar,

pode ser pensado,

como o simples saber vivido.

 

Crescido, 

fez-se um “aquilo” vital a toda parte.