Perco-me no fractal da existência
Julgando a vida repetitiva demais
Os temporais já não mais me amedrontam
Os surreais já não mais me espantam
E os reais já não mais me encantam
Perdido, iludido, e cansado
Me vejo abandonado
Largado no canto ocultado
Por olhos ocupados demais
Procurando idealizações de paz
Eu me afogo um pouco mais
Na vastidão de meus quereres
Repúdio seres que são iguais a mim
Me prendendo a esse ciclo ruim
Eterno será meu fim...