escara

ETERNO

Perco-me no fractal da existência 

Julgando a vida repetitiva demais 

Os temporais já não mais me amedrontam 

Os surreais já não mais me espantam

E os reais já não mais me encantam

Perdido, iludido, e cansado 

Me vejo abandonado 

Largado no canto ocultado

Por olhos ocupados demais 

Procurando idealizações de paz

Eu me afogo um pouco mais 

Na vastidão de meus quereres 

Repúdio seres que são iguais a mim 

Me prendendo a esse ciclo ruim 

Eterno será meu fim...