Brunna Keila

Malandragem, Jeito de gente real.

Vai ver eu ainda seja aquela garota lá do passado,

esperando ônibus de escola sozinha, sem nem entender direito a vida.

Cansada, meia caída, cabeça cheia…

e achando que rezar baixinho pelos cantos ia resolver minhas confusões de “menina má”.

 

Mas aí a gente cresce, né?

Aí aquele príncipe que prometeram vira só um chato que enche o saco,

um cara comum que não salva ninguém.

E a gente percebe que o mundo não é conto de fadas —

é corre, é cobrança, é desilusão na terça-feira de manhã.

 

E quer saber?

A vida não é sobre parar de sonhar…

é sobre aprender o pulo do gato,

pegar malandragem mesmo:

saber quem vale a pena, quem só enrola,

quem fala bonito e quem fica junto na hora ruim.

 

Bobeira é viver no faz de conta.

Real é assumir que crescer dá trabalho,

que tem que ter olho aberto,

coração esperto

e alma firme pra não se perder por aí.

 

No fim, a malandragem é isso:

não virar pedra, mas também não ser boba.

Viver o mundo com mais coragem

e menos ilusão.