Eu vi
Seres alienados
Que só viam o que lhes era permitido
Só entendiam o que lhes era ordenado
Eu vi
Seres alienados
Que só viam o mal e o bem
O bem do bom, o mal do mau
Eu vi
Seres alienados
Com seus discursos já formados
Com suas armas preparadas
Eu vi
Seres alienados
Um bicho na imundície do pátio,
Nada examinava, só devorava
Devorava verdades absolutas
Mentiras condenáveis
Eu vi, eu senti
Seus ossos de dogmas, suor fétido de preconceito.
Seus desejos profanos, sua infinita ignorância.