Quando a verdade falar mais alto
vai acabar esse faz de conta
aí tudo poderá estar perdido
e ninguém vai querer assumir essa afronta.
E as bocas que hoje esbravejam
numa hipnótica fala ignóbil e arrogante
se consumirá no sujo calabouço
pela mais facínora ação ardilosa e arrepiante.
E a marca consumada pelo vergão da chibata
será o maior registro do debulhar social
em que se escreverá tão sevo e amorfo
o mais pérfido ato de uma súcia viral.
E se a pujança da resistência parece sinóptica
pelos diminutos pensamentos envolventes
que fique fincado nos olhos lacrimejantes
a certeza de um visualizar bem mais resistente.
A futuridade não antecipa recado
e muito menos condiciona sua condensada sina
sabendo que a história não tem medida
para ser juntada ou contada por aves de rapina.