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CAÇADOR SELVAGEM - CAP. 1 - EORDUN - P3

Começou o ritual cada um mostrou o símbolo sagrado, no total havia nove pessoas, Ackdaran, e oito do Culto de Sestra (Liando, Mino-o, Solara, Perau, Colmais, Padova, Minera e Luther), além da criança que estava quieta sob o manto. 

Ackdaran colocou a máscara, e pegou a lasca do local que se dizia túmulo do Sestra, e pediu para Liando e Perau cortar o braço da criança e retirar o sangue. Eles o fizeram, a criança chorou, Ackdaran pensou conhecer o choro, mas ignorou, então cada símbolo foi banhando com o sangue da criança, e sem seguida cada membro, presente no ritual, bebeu o sangue que vinha da ferida, e depois cortaram as mãos e sujaram cada símbolo com seu sangue, e gritaram três vezes o nome de Sestra. Os símbolos brilharam e seu brilhou entrou na lasca do túmulo, este ganhou aspecto brilhoso e vermelho como o de rubi, os símbolos ficaram limpos.  

O rubi ficou no ar e direcionou um feixe de luz em direção ao manto que estava sobre a criança, então os dois seguidores retiraram, o manto que revelou que quem estava por baixo era Dasein, filho de Ackdaran, este vendo seu filho ferido e pronto para ser golpeado no peito, retirou a máscara de sua face e partiu pra cima de Perau que portava o punhal segurando seu braço para não ferir seu filho, mas recebeu um golpe na cabeça que o fez cair. 

Perau continuou o ritual e cravou o punhal no peito de Daesin, e em seguida o rubi encrostou no peito da criança, este caiu ao chão e ficou um minuto inerte como se estivesse morto, mas se levantou em seguida, seus olhos estavam negros e uma voz, mais velha saía de sua boca. Dizendo: 

“-Para aqueles que buscam o poder me sigam e me protejam.” 

Eordun, acordou do lado da máscara, com um punhal nas mãos, e com o braço praticamente ensanguentado, a cabeça doía, tentou levantar-se, mas se deparou com um monte de lanças apontadas para ele. Os guerreiros da Yshir, estavam o ameaçando. Um dos chefes da tribo disse que era um crime terrível matar, a esposa e o filho.  

Na noite anterior Liando e Perau entraram na cada de Eordun, para pegar seu filho bebê para usá-lo no ritual. Era de intuito dos membros do grupo que Ackdaran só era útil para eles para invocar tais forças e não o queriam quando seu mestre Sestra fosse devolvido a vida, eles forçaram a porta, houve gritos, cortaram a garganta de Liliana, foram até o berço de Dasein, cobriram-no com um manto e foram para a Tenda dos Espíritos. Seus filhos mais velhos que moravam perto ouviram e só encontraram a jovem esposa de seu pai, morta no chão de carvalho. Eordun assim imaginou quando lhe contaram toda a cena.  

-Eordun onde está o corpo de seu filho? – perguntou o velho chefe Chirac. 

-Não sei! Os cultistas que estavam comigo me golpearam quando vi que era Dasein que era oferecido. E não sei do restante ocorrido, talvez o tenham levado consigo não sei... – dizia ele desesperado. 

-Você é tão culpado quanto eles, deve pagar com sua morte por trair os sentimentos daqueles que devia proteger, sua sentença já está feita, será executado no final do dia. 

Ouvindo isto, Eordun pegou a máscara em suas mãos, golpeou um dos guerreiros que o ameaçava, e correu para fora da Tenda do Espíritos, mas havia outros do lado de fora, desviou o caminho e se viu forçado ir em direção ao penhasco que dava para o Rio Dor-Adon, quando iria saltar, uma lança perfurou suas costas e vazou por seu peito, ele se virou. O sangue jorrou pela boca. Várias imagens vieram a sua cabeça. 

Quando era feliz, quando criança, quando conheceu sua primeira esposa ainda na juventude e viu cada um de seus dois primeiros filhos nascer, a morte por doença dela, o casamento com sua segunda esposa, que o deixou alguns anos depois junto com viajantes. Conheceu sua terceira esposa filha de seu melhor amigo, e o nascimento de seus netos e de Dasein, até o momento do ritual, fechando naquele momento. 

Ouviu por segundo uma voz de criança desconhecida, que repetia “coloque sua face Ackdaran, coloque sua face Ackdaran”. Eordun colocou a máscara em sua face. Seu corpo caiu imediatamente no penhasco, e mergulhou no rio. 

Eordun vira-se na forma espírito em lugar sem luz e com muitas sombras e névoa, na sua frente estava um menino, que tinha suas feições, aparentando ter oito anos. 

-Quem é você criança? 

-Não me reconhece pai, sou eu Dasein, por que deixou acontecer isto comigo, por que tinha que buscar poder ao invés de conforto? 

-Dasein me perdoe meu filho, se não fosse a lança cravando meu peito, juro que ia vingar-te e a sua mãe. Não me olhe deste jeito. 

-Minha mãe, está bem e tranquila, eu posso visitá-la, mas não constantemente, porque parte de mim ainda está escravo com aquele que porta meu corpo. Como posso ficar feliz, se estarei longe de vocês dois? Sabendo que nem você meu pai, poderá visitá-la, por também está ligado a aquilo. 

-Dasein, deixe eu reparar meu erro, posso lhe colocar junto de sua mãe, mesmo que eu não possa ficar junto de vocês dois. 

-A máscara que carregou como caçador, agora é a morada de seu espírito, através dela poderá unir ao seu próprio sangue para despertar a força total dela, outros pouco poderão usufruir do mesmo destino, apenas aqueles que possuírem seu sangue nas veias, irão ser Ackdaran, de hoje diante lembre que só terá este nome, pois Eordun meu pai, morreu no dia em que o Culto o aliciou para meu fim. Mas eu te digo pai, se esta face for quebrada, retornará para último ser vivo que a usou não poderá usar as habilidades dela, até poder encontrar um de nós, e terá de fazer outra com mesma maneira que fez esta. Se caso ela se partir sem ninguém ter vivo presente ter usado, estará preso para sempre neste mundo de trevas e nunca mais nos verás. 

-Aceito os termos, e o encontrarei, e farei de tudo para estar perto de ti e sua mãe, pode ir, que assumo esta caçada daqui...