Nelson de Medeiros

AINDA UMA VEZ...

AINDA UMA VEZ

 

Novamente a te escrever, Musa eterna,

Numa impulsão voraz de minha mente!

Sem conter emoções mi!alma externa,

A paixão que lhe habita persistente!

 

Tu és uma  atração onipresente

Que eu sinto no ar que a vida externa!

Quando vens ligeira,  de repente,

Aquece-me a alma em tépida lucerna!

 

E quando vais assim qual mudo vento,

Meu coração que é lôbrego tormento,

Torna-se vendaval de verso e prosa!

 

Por isso em meu jardim és flor de sonho,

Que inda uma vez colher eu me proponho,

Qual cravo apaixonado pela rosa!

 

Nelson De Medeiros