Correndo, fugindo,
rompendo pela vida,
sem rumo, fingindo,
moldando faces,
sorrisos, nos lábios selados,
pelo mundo, vedados,
pela eternidade, corrompidos,
reprimidos.
Faces marcadas,
pelas chagas do preconceito,
pelo ódio do falso perfeito,
rostos perdidos,
em ira consumidos,
esquecidos pela verdade,
sofrendo na cidade,
consumidos por ela,
engolidos por sua goela.
Esqueço tudo,
procuro a calma do nada,
na pureza que contemplo.
Para, sem tempo,
lavar minha alma!
Em tempo...