Um bardo

Carpe Noctem

Na bomboniere suspensa
Repousam cabeças siamesas.
Piscam cefeidas azuladamente
Através orvalhos fuliginosos.

Dançam Vênus estrondosas.
Estros desfeitos em muco apoteose.
Epicuro vive no jardim de Hyeronimus
Junto a golems e seus hormônios de barro.

Um manequim toca jazz num sax de ossos.
Os golems entrepredam-se na plateia.
Das caixas emana a luz piscante da cefeida
Através das Vênus de fuligem.


Carpe noctem.


Pedro Luiz Da Cas Viegas.  
Cachoeirinha, 01/03/2025.