Dedico esses versos a você que quer ser lido profundamente
-- mas com um medo imenso de ser compreendido por inteiro
De ver o cuidado como algo tão fútil
tão mundano, que ao olhar a realidade
escolhes apenas do campo seco
constrói sua catedral de ruinas,
apenas com o eco
do sertão da nossa solidão
Gosta de ser a placa torta
indicando a contramão
Sua libido resume, também, em ser apenas o punhal da lamina
e mesmo assim cortar -- dessecar a pele, das mentes fortes, pelas palavras
Ama, Adora e idolatra o sofrimento
Nós, poeta, amamos sofrer -- sentimos prazer nisso
Isso faz da gente, corajosa mente
E ainda queremos -- não queremos
receber, sermos cuidados e no fim ser amados
O entenda-me se puder, o me ame se aguentar e o fique se for capaz
São delírios de nossa mente fraca