Não sei mais o peso da tua mão,
o som da tua voz desfaz-se no vento,
tua sombra já não dança no chão,
tua ausência é um grito em silêncio.
Te busco em todas as esquinas,
nas noites que dormem sem mim,
nas horas paradas, feridas,
no eco do tempo sem fim.
Teu nome é um nó na garganta,
um lamento que não quer morrer,
é dor que em mim se levanta,
é tudo que eu quis esquecer.
Se eu pudesse voltar no tempo,
se o tempo pudesse me ouvir,
te daria os segundos que tenho,
pra nunca mais te ver partir.
24 mar 2025 (12:37)