Existe um homem.
Debaixo de um poste,
sob a chuva,
ele está só.
Por mais clichê que pareça,
é o clichê que traduz
a realidade.
O belo não precisa ser único,
precisa ser real,
precisa falar.
E aquela imagem,
a do homem na chuva,
fala por si só.
É um piano sem cordas,
um carro sem rodas,
uma montanha sem cume.
Tudo isso diz a mesma coisa:
Chove.
Chove mundo,
chove sem parar.
Que a chuva cubra meu rosto,
e lave minha tristeza.
Está chovendo lá fora,
ou dentro da minha cabeça?