O tempo flutua no vento, e eu, sem rumo certo,
sem saber até onde ele me levará.
Mas, ah, a vida não se apressa,
nos ensina a ser no agora,
mesmo que o amanhã seja incerto.
E eu, que tentei fazer de tudo,
quis te ter por perto,
mas o silêncio revelou o que não se disse,
e o peso da ausência nos alcançou,
mesmo quando pensávamos que ainda dava.
Não foi intenção, meu amor,
apenas a vontade de estar junto,
e agora, que o eco de nossas palavras se perde no ar,
fico com a paz que restou,
seguindo em frente,
mesmo sem saber o que virá.
Ainda guardo comigo a lembrança,
do que fomos, do que éramos,
e isso, ao menos, permanece.
O resto... o resto deixo ao vento,
que, talvez, saiba mais do que nós dois.
18 fev 2025 (11:25)