Talvez eu me afaste
E deixe para trás meu próprio eco,
Saia de mim,
Desvista as vestes do agora,
Esqueça rostos,
Esqueça passos,
Esqueça o peso que carrego.
Que o esquecimento seja solo fértil,
Onde brota algo além do vazio,
Algo que pulse e floresça,
Belo como o nascer do sol,
Rico em amor,
Amplo como o céu que abraça.
E assim, reconstruída,
Eu voltarei a caminhar,
Não para retomar o que era,
Mas para celebrar o que se fez novo.