TRISTEZA
Essa tristeza sim, desgraça minha.
Essa tristeza é mágoa sem limite.
Ninguém sabe o porquê, nem adivinha:
Se minha alma obscura não o permite.
Ressentida, parece a alma se alinha
Por entre enigmático grafite
De um passado que previsão lhe tinha
Para um karma a convir-lhe inda a ser quite.
Mas karma não seria— vivi
tranquilo.
É mal a mim sui generis somente,
Não me houvera razão de adquirí-lo.
Talvez demais amasse a ser tão triste
Com saudade cruel, tão abrangente
A tudo que da vida—em mim existe.
Tangará da Serra, 02/01/2025.