Maximiliano Skol

TRISTEZA

TRISTEZA

Essa tristeza sim, desgraça minha.
Essa tristeza é mágoa sem limite.
Ninguém sabe o porquê, nem adivinha:
Se minha alma obscura não o permite.

Ressentida, parece a alma se alinha
Por entre enigmático grafite
De um passado que previsão  lhe tinha
Para um karma a convir-lhe inda a ser quite.

Mas karma não seria— vivi
tranquilo.
É mal a mim sui generis somente,
Não me houvera razão de adquirí-lo.

Talvez demais amasse a ser tão triste
Com saudade cruel, tão abrangente
A tudo que da vida—em mim existe.

Tangará da Serra, 02/01/2025.