Sezar Kosta

A REVOLUÇÃO DO AMOR PRÓPRIO

Há um jardim secreto no fundo de cada ser,

onde brotam as raízes do amor que nos torna inteiros,

onde cada toque, por mais sutil, toca a alma,

como uma brisa que acaricia a pele e revela segredos antigos.

 

O corpo é um relicário, cheio de marcas e histórias,

que o tempo desenha com suas mãos de experiência.

Mas é o espírito que dá sentido a cada memória,

no suspiro de compaixão que floresce nos gestos mais simples.

 

Quando nos amamos, o mundo se dissolve em cores suaves,

como se o vento, ao tocar a pele, dissesse palavras de consolo,

revelando um equilíbrio perdido e, finalmente, reencontrado.

Nos olhos gentis, dançam silêncios de ressurreição,

e a paz nasce não nas promessas, mas nos silêncios habitados.

 

Sem amor, a existência se arrasta como sombra,

um passo pesado que cansa corpo e alma,

uma maré sem rumo.

Mas ao nos aceitarmos, nos tornamos faróis de luz,

reflexos de uma chama interior que aquece e clareia.

 

Amar-se é uma revolução silenciosa,

onde não há gritos, mas a serena força de quem se entende.

É na suavidade do cuidado que nos transformamos,

encontramos horizontes novos onde somos inteiros

e, ainda assim, capazes de dar ao outro o melhor de nós.

 

Cuidar de si é reverenciar a vida,

é compreender que a luz que emana de dentro

pode tocar o mundo de maneiras inesperadas.

Somente assim, olhando com ternura para nós mesmos,

podemos ver o outro com olhos verdadeiros.