Não sei exatamente o que me move.
Hoje, na verdade, nem preciso saber.
Basta aquele sorriso, ou um simples pedido,
e eu — quem diria, um dia eu — estou pronto a fazer.
Queria ter mil vidas,
ou apenas mais uma, se Deus permitir;
e em cada uma delas, certamente,
de modo consciente, meu filho, cuidar de ti.
E um dia poder ver o mundo
com os teus olhos...
Ai, meu Deus.
Ai, meu filho...
O que me resta mais neste mundo?
O que poderia eu pedir a mais,
se não ser teu pai
em cada cor, em cada verso?
Ah, mundo! Obrigado, Deus,
por me mostrar o quanto sou finito
e por me dar, com meu filho,
o mais lindo, o mais belo
e inocente anjo que já viveu.