Meu coração é pássaro errante
Pelas asas adeja e segue avante,
Aqui, ou acolá, sempre contente
E em liberdade vive plenamente.
O fogo do amor o faz galante
De doce ardor se sente trasbordante...
Meu coração é barco abrangente
Nas procelas navega suavemente.
Mas trago em mim o peso do castigo
De na minha liberdade não ter porto,
Nem mesmo um ninho ter como um abrigo.
E essa aflição me segue em desconforto:
Vou em busca de um ninho ao revoar,
Por um porto prossigo a navegar.
Tangará da Serra, 11/01/2024
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