E gira a minha mente nos meus sonhos
Que me lembram de implícitas passagens.
É quando se apresentam tão tristonhos
Com códigos que emitem más mensagens.
Nos sonhos vultos torvos e medonhos
Desenham–me inóspitas paisagens
Que convivi com seres tão bisonhos
A darem contra mim vis abordagens.
Agora solitário não consigo
Libertar-me do tempo entre essas gentes
Que pretendiam ser-me irreverentes...
Estes meus sonhos trazem-me o castigo
De lembrá-las e com a perversão
De imitar que comigo ainda estão.
Tangará da Serra, 20/10/2019
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