Ashira Saiko

Espero que a morte te encontre vivo

A noite é um deslumbre dissimulado 
Do âmago de um coração congelado
Das profundezas de um espírito aprisionado
Envolto por um corpo estagnado. 

 

O véu negro que repousa em seu ombro cansado
Também oculta seu espírito desolado
Tecido leve e também pesado
Ora acariciado, ora atribulado. 

 

Filho das trevas que foi execrado
Pelo pseudo moralismo segregado
Forçado a se tornar fragmentado 
Sorriso atravessado com pesar disfarçado. 

 

Mergulhando no breu arraigado
No interior de seu ser refugiado
Na esperança de que pela morte seja encontrado
Antes de que pela vida seja rejeitado. 

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