Os dias continuam pesados
Depois do pesar
O sorriso se osfusca sem perceber
o futuro não é visível nem se quer no olhar
Caminho pela escuridão
Com um vazio no coração
Sempre a lacrimejar as dores do passado
E cego para ver as dores do presente
A aquarela que pintei
Na dor se desfez
Numa dor que ja se tarta
Num amor que não se acaba
Numa voz que não se cala
Numa fotografia que a saudade mora
Numa cantiga na multidão
onde busco apenas uma voz
Em uma expectativa
onde o que se espera é a dor
As dores ficaram comigo
e o que resta é ama-las
Pois amando-as
amarei as lembranças que me machucam